{"id":76,"date":"2010-11-07T16:00:52","date_gmt":"2010-11-07T16:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/adfig.com\/pt\/?p=76"},"modified":"2010-11-08T22:44:40","modified_gmt":"2010-11-08T22:44:40","slug":"76","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adfig.com\/pt\/?p=76","title":{"rendered":"Por uma Ecologia dos Saberes"},"content":{"rendered":"<p><em>Este \u2018post\u2019 \u00e9 uma vers\u00e3o tornada leg\u00edvel, e ilustrada com algumas liga\u00e7\u00f5es Web, do gui\u00e3o que esbocei<\/em><em> <\/em><em> para a apresenta\u00e7\u00e3o do TEDx Coimbra 2010. Ao contr\u00e1rio do \u2018post\u2019 anterior, n\u00e3o se centra em quest\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o. No entanto, os temas abordados situam-se, como se tornar\u00e1 claro, no cerne da educa\u00e7\u00e3o do futuro. <\/em><\/p>\n<p>A Renascen\u00e7a foi o \u00faltimo per\u00edodo da hist\u00f3ria da humanidade em que se ambicionou ligar os conhecimentos dos v\u00e1rios dom\u00ednios do saber. Figuras como Leonardo da Vinci ficaram para hist\u00f3ria como <em>homens<\/em> <em>universais<\/em>, que n\u00e3o s\u00f3 dominaram os saberes da \u00e9poca como os combinaram em s\u00ednteses harmoniosas e contribu\u00edram para o seu desenvolvimento em v\u00e1rias dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVII, ao afirmar o primado do pensamento anal\u00edtico e das vis\u00f5es determin\u00edsticas do mundo, e ao articul\u00e1-las com o legado experimentalista de Leonardo da Vinci, viria a fazer emergir a ci\u00eancia moderna. Essa evolu\u00e7\u00e3o, que explica o progresso que hoje vivemos, surgiu, no entanto, associada a dois fen\u00f3menos que romperam com o passado renascentista: a compartimenta\u00e7\u00e3o dos saberes e a especializa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas. <!--more-->A enciclop\u00e9dia francesa de Diderot e D\u2019Alembert, cuja publica\u00e7\u00e3o se iniciou em meados do s\u00e9culo XVIII, tentava recuperar a vis\u00e3o unit\u00e1ria do saber, agregando numa s\u00f3 obra o essencial do que se sabia ent\u00e3o. No entanto, com a explos\u00e3o dos saberes industriais e a for\u00e7a dos ideais cartesianos que sustentavam a nova ci\u00eancia, a compartimenta\u00e7\u00e3o dos saberes, que a pr\u00f3pria enciclop\u00e9dia reflectia, tinha-se tornado aparentemente irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>Associada \u00e0 compartimenta\u00e7\u00e3o do saber, surgiu a especializa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas. Construir novos saberes em cada dom\u00ednio passou a ser tarefa para especialistas. E como os dom\u00ednios se diversificavam cada vez mais, o especialista passou a ser algu\u00e9m que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, ao ponto de saber tudo sobre quase nada e n\u00e3o saber nada sobre quase tudo. Independentemente das cr\u00edticas dirigidas a esses especialistas, h\u00e1 que reconhecer que as descobertas que alguns alcan\u00e7aram nos seus estreitos pin\u00e1culos de saber s\u00e3o t\u00e3o importantes que alteraram o curso da hist\u00f3ria. Em larga medida, o saber da humanidade, nos nossos dias, \u00e9 uma agrega\u00e7\u00e3o de saberes que milh\u00f5es de especialistas conquistaram, cada um escalando o seu pin\u00e1culo.<\/p>\n<p>Apesar desses sucessos, ou gra\u00e7as a eles, por volta dos anos 1970 o modelo anal\u00edtico, determin\u00edstico, l\u00f3gico e compartimentado da racionalidade cient\u00edfica come\u00e7ou a revelar fragilidades. Por um lado, ilustres nomes da f\u00edsica, da qu\u00edmica, da biof\u00edsica e da biologia, como Jacques Monod, Ilya Prigogine, Henri Atlan ou Heinz von Foerster apontaram as crescentes insufici\u00eancias da racionalidade cient\u00edfica e acentuaram a import\u00e2ncia dos fen\u00f3menos da complexidade, do caos e das causalidades m\u00fatuas, a inevitabilidade de construir saberes na incerteza e o mist\u00e9rio da emerg\u00eancia espont\u00e2nea de ordem a partir da desordem. Por outro lado, cultores das ci\u00eancias sociais e humanas, como Gregory Bateson ou Edgar Morin, apontaram as insufici\u00eancias das vis\u00f5es anal\u00edticas e deterministas e clamaram por vis\u00f5es transdisciplinares, defendendo a import\u00e2ncia do pensamento sist\u00e9mico e a urg\u00eancia de ligar os saberes numa Nova Renascen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 assim t\u00e3o urgente enfrentar a complexidade e o caos, construir\u00a0 conhecimento em cen\u00e1rios de incerteza, fomentar a transdisciplinaridade? A minha resposta \u00e9 que sim! Primeiro, porque os problemas sociais dos nossos dias s\u00e3o cada vez menos determin\u00edsticos e cada vez mais complexos. Segundo, porque cada vez mais problemas econ\u00f3micos, cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos s\u00e3o problemas sociais e, como tal, tendencialmente complexos. Quando os problemas s\u00e3o determin\u00edsticos, mesmo que muito complicados, \u00e9 poss\u00edvel formul\u00e1-los com rigor, identificar requisitos e estabelecer percursos planeados que garantem solu\u00e7\u00e3o. Mas quando n\u00e3o s\u00e3o determin\u00edsticos, ou ocorrem em espa\u00e7os de causalidade m\u00faltipla, as coisas complicam-se. Nos casos, cada vez mais frequentes, dos chamados problemas perversos (<a title=\"wicked problems\" href=\"http:\/\/www.swemorph.com\/wp.html\" target=\"_blank\"><em>wicked problems<\/em><\/a>), nem sequer \u00e9 poss\u00edvel formul\u00e1-los. A \u00fanica forma de os resolver \u00e9 ir experimentando solu\u00e7\u00f5es e avan\u00e7ar com a sua clarifica\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que v\u00e3o sendo resolvidos: a formula\u00e7\u00e3o do problema e a sua resolu\u00e7\u00e3o acontecem em paralelo.<\/p>\n<p>Daniel Pink, no seu livro <em>A Whole New Mind: How to Thrive in the New Conceptual Age<\/em>, insiste em que os desafios do mundo de hoje se colocam \u00e0 pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica do ser humano. Como sabemos, os dois hemisf\u00e9rios do nosso c\u00e9rebro t\u00eam <a title=\"Daniel Pink: Right Brain \/ Left Brain\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3wOgYm3YBZk&amp;NR=1\" target=\"_blank\">especializa\u00e7\u00f5es distintas<\/a>: o esquerdo dedica-se ao pensamento anal\u00edtico, l\u00f3gico, sequencial e verbal; o direito ao pensamento de s\u00edntese, hol\u00edstico, intuitivo e n\u00e3o verbal (\u00e9 por vezes descrito como o hemisf\u00e9rio da sensibilidade e da criatividade). No mundo determin\u00edstico do passado, onde as abordagens anal\u00edticas funcionavam, todos os problemas podiam ser entregues para resolu\u00e7\u00e3o aos nossos hemisf\u00e9rios esquerdos. Os tr\u00eas \u00faltimos s\u00e9culos incentivaram intensivamente, em particular atrav\u00e9s da escola, as capacidades do hemisf\u00e9rio esquerdo. Em contrapartida,\u00a0 desprezaram, quando n\u00e3o ridicularizaram, as capacidades hoje reconhecidas ao\u00a0 hemisf\u00e9rio direito. O que Pink acentua \u00e9 que as capacidades do hemisf\u00e9rio direito, t\u00e3o escassas no cidad\u00e3o comum, far\u00e1 toda a diferen\u00e7a na era de complexidade em que vivemos. Aponta, por isso, o que designa por \u201csentidos\u201d associados ao hemisf\u00e9rio direito, que aqui retomo parcialmente e com algumas adapta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u2022\u00a0\u00a0 \u00a0Design<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0 \u00a0Empatia<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0 \u00a0Linguagem<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0 \u00a0Orquestra\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0 \u00a0Est\u00e9tica<\/p>\n<p>O <strong>design<\/strong> \u00e9 aqui entendido na acep\u00e7\u00e3o geral, de arte da concep\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o na acep\u00e7\u00e3o restrita que frequentemente lhe \u00e9 atribu\u00edda, de design gr\u00e1fico. Era nessa primeira acep\u00e7\u00e3o que o entendia Leonardo da Vinci, para quem <em>disegno<\/em> significava, n\u00e3o apenas \u201cdesenho\u201d, mas sobretudo \u201cdes\u00edgnio\u201d. Fazer o <em>design<\/em> de uma obra era conceb\u00ea-la para que cumprisse um des\u00edgnio, um destino, um futuro que sonh\u00e1vamos para ela e que quer\u00edamos transformar em realidade. Ao contr\u00e1rio dos cientistas, os designers d\u00e3o prefer\u00eancia aos problemas mal definidos e hol\u00edsticos, abordam-nos de forma explorat\u00f3ria, na perspectiva da solu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o do problema, toleram com agrado o erro e o imprevisto, privilegiam o racioc\u00ednio generativo ao dedutivo, acolhem com prazer a analogia e a met\u00e1fora e progridem de forma dial\u00e9ctica, jogando com agilidade entre o <em>ver que<\/em> e o <em>ver como<\/em>. \u00c9 por isso que o Design, ao contr\u00e1rio da Ci\u00eancia, est\u00e1 preparado para confrontar a complexidade do mundo de hoje.\u00a0 Toda a crian\u00e7a que saia das nossas escolas sem um pouco de sentido do design ter\u00e1 dificuldade em fazer sentido do mundo que a rodeia. Compreende-se, por estas raz\u00f5es, que o <em>World Economic Forum<\/em>, o f\u00f3rum mundial das grandes elites pol\u00edticas e empresariais, tenha adoptado como tema central, em 2006, o <a title=\"Design Thinking\" href=\"http:\/\/feedroom.businessweek.com\/?fr_story=3def41e1b7396a87d623c3f13762217960729575&amp;chan=innovation_special+report+--+design+thinking_special+report+--+design+thinking\" target=\"_blank\"><em>design thinking<\/em><\/a>. Pelas mesmas raz\u00f5es, v\u00e1rias universidades americanas, das mais destacadas, como a de Stanford, t\u00eam vindo a criar cursos onde o design \u00e9 combinado com a economia, a gest\u00e3o as engenharias, como forma de incentivar a criatividade e o pensamento transdisciplinar.<\/p>\n<p>A <strong>empatia<\/strong> \u00e9 outro sentido inspirado pelo hemisf\u00e9rio direito. Corresponde \u00e0 capacidade para nos pormos na pele dos outros e sentirmos o que os outros sentem, respeitando e compreendendo as suas vulnerabilidades e inseguran\u00e7as. A empatia n\u00e3o \u00e9 o mesmo que solidariedade ou compaix\u00e3o. \u00c9 um sentido natural e intuitivo, que tem sido desincentivado nos \u00faltimos s\u00e9culos, em que s\u00f3 a frieza racional e o fecho ostensivo \u00e0s emo\u00e7\u00f5es faziam sentido. Necessita, por isso, de ser cultivado. Est\u00e1 hoje provado que a as nossas compet\u00eancias sociais, capacidade para trabalhar em equipa e faculdades de lideran\u00e7a radicam no mais fundo da nossa empatia. Quem poder\u00e1 ser l\u00edder se n\u00e3o souber sentir-se na pele de quem \u00e9 liderado? Quem poder\u00e1 comunicar, ou ensinar, sem saber imaginar a vulnerabilidade e inseguran\u00e7a de quem o escuta ou l\u00ea? Como apontava Daniel Goleman, j\u00e1 h\u00e1 quinze anos, no seu livro <em>Intelig\u00eancia Emocional<\/em>, e nos recorda Jeremy Rifkin no seu recente livro <em><a title=\"Jeremy Rifkin (2010) The Empathic Civilisation\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=l7AWnfFRc7g\" target=\"_blank\">The Empathic Civilisation<\/a><\/em>, a empatia \u00e9 cada vez mais necess\u00e1ria em todos os modos de relacionamento e de conhecimento colectivo.<\/p>\n<p>A <strong>linguagem<\/strong> \u00e9 o instrumento mais poderoso do ser humano. No entanto, o fervor racionalista dos \u00faltimos s\u00e9culos, ao procurar aumentar-lhe a precis\u00e3o, atrofiou-a: desvalorizou a narrativa (o <a title=\"storytelling\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UFC-URW6wkU\" target=\"_blank\"><em>storytelling<\/em><\/a>), ridicularizou o uso da met\u00e1fora, ignorou a relev\u00e2ncia do ritmo, desdenhou o recurso ao humor, reprovou a import\u00e2ncia do mist\u00e9rio. Ora, como dizia Roger Schank, e confirmam v\u00e1rios neuro-cientistas, o ser humano n\u00e3o est\u00e1 geneticamente configurado para compreender l\u00f3gicas, mas sim para assimilar hist\u00f3rias. As l\u00f3gicas que o hemisf\u00e9rio esquerdo entende n\u00e3o fazem sentido se n\u00e3o se inserirem num todo que esse hemisf\u00e9rio n\u00e3o abarca. A nossa experi\u00eancia e conhecimento organizam-se em padr\u00f5es estruturados sob a forma de hist\u00f3rias, \u00e0s quais o hemisf\u00e9rio direito d\u00e1 sentido. H\u00e1 que recuperar o respeito pela linguagem e cultivar a compet\u00eancia no seu uso, reconhecer a import\u00e2ncia da narrativa, da met\u00e1fora, do ritmo, do humor, do mist\u00e9rio. Num mundo onde estamos afogados em informa\u00e7\u00e3o s\u00f3 ouviremos quem contar as melhores hist\u00f3rias e s\u00f3 seremos ouvidos se fizermos o mesmo.<\/p>\n<p>A <strong>orquestra\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 outro sentido suportado pelo hemisf\u00e9rio direito. Orquestrar \u00e9 compreender e construir o todo e as partes e gerir as din\u00e2micas das respectivas interac\u00e7\u00f5es. \u00c9 ser capaz de fazer as grandes e pequenas s\u00ednteses, de transpor e ligar fronteiras, de construir novos todos, de reconhecer padr\u00f5es, de arriscar saltos da imagina\u00e7\u00e3o e tirar partido deles, algo que o hemisf\u00e9rio esquerdo, na sua vis\u00e3o compartimentada do mundo, \u00e9 incapaz de fazer. Quando Edgar Morin reclama vis\u00f5es transdisciplinares do mundo e defende o pensamento sist\u00e9mico e a urg\u00eancia de ligar os saberes numa <a title=\"Edgar Morin (2010) Anotaciones para un Nuevo Emilio: Transmisi\u00f3n Sist\u00e9mica del Conocimiento\" href=\"http:\/\/recursostic.javeriana.edu.co\/cyl\/syp\/index.php?option=com_booklibrary&amp;task=view&amp;id=264&amp;catid=36&amp;Itemid=48\/\" target=\"_blank\">Nova Renascen\u00e7a<\/a> \u00e9 \u00e0s capacidades de orquestra\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a fazer apelo. O sentido da orquestra\u00e7\u00e3o, hoje dominado pelos empreendedores e criadores genu\u00ednos, \u00e9 cada vez mais necess\u00e1rio para que cada cidad\u00e3o possa fazer sentido (os ingleses falam em <em>sensemaking<\/em>) do mundo complexo com que se confronta todos os dias.<\/p>\n<p>A <strong>est\u00e9tica<\/strong> \u00e9 mais um sentido fortemente inspirado pelo hemisf\u00e9rio direito, essencial para a unifica\u00e7\u00e3o dos saberes. Ser\u00e1, talvez, sugestivo evocar aqui o discurso de Aleksandr Solzhenitsyn quando, h\u00e1 quarenta anos, foi galardoado com o pr\u00e9mio Nobel da literatura. O t\u00edtulo do seu discurso, <a title=\"Beauty Will Save  the World\" href=\"http:\/\/www.mro.org\/mr\/archive\/24-2\/articles\/beauty.html\" target=\"_blank\"><em>Beauty Will Save the World<\/em><\/a>, foi <!-- @font-face {   font-family: \"Arial\"; }@font-face {   font-family: \"Cambria\"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 10pt; font-size: 12pt; font-family: \"Times New Roman\"; }div.Section1 { page: Section1; } --> escolhido como homenagem a Dostoevsky, para quem a beleza, seguindo a inspira\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica, se combinava de forma indissoci\u00e1vel com a pr\u00e1tica do bem e da verdade. O sentido da est\u00e9tica como movimento unificador tem sido enaltecido por muitos autores. Mas, ficando-nos por Dostoevsky, que tantas vezes celebrou nas suas obras a gra\u00e7a redentora da beleza, vale a pena lembrar, do livro que antecedeu a sua morte, os <em>Irm\u00e3os Karamazov<\/em>, a parte em que se dirige ao leitor e lhe diz (cito de mem\u00f3ria): \u201cpor muita que seja a tua revolta contra a maldade que te rodeia, por muita que seja a tua vontade de vingan\u00e7a, domina-te: o teu papel \u00e9 criares o todo, \u00e9 constru\u00edres o futuro. Beija a terra e d\u00e1 gra\u00e7as pela beleza do mundo em que vives.\u201d \u00c9 este o convite que aqui fa\u00e7o, de que, na nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo, procuremos usar os sentidos do design, da empatia, da linguagem, da orquestra\u00e7\u00e3o e da est\u00e9tica, mas tamb\u00e9m da l\u00f3gica, da causalidade e da especializa\u00e7\u00e3o, e que, juntos, procuremos construir uma ecologia dos saberes.<\/p>\n<p><em>V\u00eddeos da apresenta\u00e7\u00e3o no TEDx Coimbra 2010:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Mr-VyOGHWJs\">Por uma Ecologia dos Saberes (parte I)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AyDvFGd_2qI\">Por uma Ecologia dos Saberes (parte II)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u2018post\u2019 \u00e9 uma vers\u00e3o tornada leg\u00edvel, e ilustrada com algumas liga\u00e7\u00f5es Web, do gui\u00e3o que esbocei para a apresenta\u00e7\u00e3o do TEDx Coimbra 2010. Ao contr\u00e1rio do \u2018post\u2019 anterior, n\u00e3o se centra em quest\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o. No entanto, os temas &hellip; <a href=\"https:\/\/adfig.com\/pt\/?p=76\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[14,10,17,12,13,11],"class_list":["post-76","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-filosofia","tag-ciencia","tag-design","tag-educacao","tag-empatia","tag-estetica","tag-linguagem"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/s6czKW-76","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=76"}],"version-history":[{"count":53,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions\/83"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=76"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=76"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adfig.com\/pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=76"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}